Economia e saúde para bem viver no Semiárido

Terça, 19 Março 2019 13:04 Por:
Economia e saúde para bem viver no Semiárido

ECONOMIA E SAÚDE PARA BEM VIVER NO SEMIÁRIDO

O povo sertanejo sorrindo, chuvas caudalosas e muito verde se vê nas estradas e quintais. O cheiro de terra molhada e o canto dos passarinhos talvez anuncie também essa alegria. É tempo da invernada, um dos mais preciosos para os povos do Semiárido. Essa mistura de sentimentos e sensações se vê também na casa de Antonia Ribeiro de 48 anos, mais conhecida como Nieta e Francisco José de 44 anos, conhecido como Zé Victor que moram na comunidade Jatobá, município de Ipu. A alegria e gratidão desse casal pelas chuvas que desde janeiro molham suas terrinhas, fica mais completa quando lembram que não gastam mais dinheiro na compra gás de cozinha para fazer suas refeições. O casal conquistou na última semana, um Biodigestor, tecnologia de convivência com o semiárido que proporciona a utilização do esterco da criação animal, neste caso a de suínos e bovinos, para produção de biogás e biofertilizante. O biogás é interligado ao fogão, onde a família pode cozinhar sem fazer uso de lenha e compra de botijão de gás. Além disso, o biodigestor contribui para a preservação do Semiárido, reduzindo o uso da lenha e, consequentemente, a emissão de gases de efeito estufa. Além de proporcionar outros benefícios para a família e, principalmente, para as mulheres que são as principais usuárias. (AS-PTA, 2014).

Nieta comenta que os ganhos vão para além da parte financeira, antes da chegada do Instituto Antônio Conselheiro (IAC), por meio do Projeto Paulo Freire, Zé Victor e um dos filhos do casal, Victor Ribeiro de 6 anos, enfrentavam complicações pulmonares por conta da fuligem e fumaça expelida pelo fogão a lenha na residência, ela afirma também que essa conquista facilita seu trabalho no quintal e dentro de casa, pois diminui a preocupação com a disponibilidade de lenha para esse fim, bem como reduz os danos à saúde, causados pela fumaça do fogão a lenha convencional. “Antes a gente cozinhava à lenha e não podíamos pegar fumaça. Começamos a cozinhar nesse outro fogão e fui ficando menos preocupada, estava muito difícil por conta da fumaça, as crianças não podia pegar fumaça, meu esposo e eu não podíamos. Não tínhamos condição de ficar comprando sempre os botijões de gás e isso veio ajudar muito a gente na nossa economia de mês e nossa saúde” comenta. Veja mais fotos dessa experiência, clicando aqui!

LUZ E VIDA DAS MULHERES

As flores do quintal de Nieta tem a vida e luz que ela possui nas mãos e no rosto. Ela é uma mulher de fibra, que trabalha todos os dias em seu quintal e casa, cuidando das criações, cultivando suas plantinhas e vendo o sol brilhar para ela e para a natureza. Quando essa luz bate em seu rosto nos finais de tarde, Nieta se lembra de outras mulheres como ela, que não sabe o nome nem o endereço, mas que vivem sobre esse mesmo chão e terra, e é nelas que deposita sua força. “As mulheres eu dô muito força, para terem saúde para trabalhar todo dia como eu tenho, essas coisas que a gente conquista, vem para ajudar a mulher e as famílias” comenta. A partir do Projeto Paulo Freire por meio da Secretaria do Desenvolvimento Agrário e o Governo do Estado do Ceará, o Instituto Antônio Conselheiro (IAC) irá implantar 393 biodigestores nos municípios de Ipueiras, Ipu, Varjota, Reriutaba, Pires Ferreira e Hidrolândia que trarão ganhos ambientais, sociais e econômicos para as famílias da região. Conheça nossa página no Facebook e partilhe com seus amigos a agroecologia!



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